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sábado, 11 de dezembro de 2010

Ministro acusa empresa de fraudar documento com sua assinatura

Ministro acusa empresa de fraudar documento com sua assinatura
O Instituto Brasil de Arte, Esporte, Cultura e Lazer, Inbrasil, usou um documento com a assinatura do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para atestar o funcionamento regular da empresa.
imprimir Um documento com a assinatura do ministro de Relações Institucionais facilitou a liberação de recursos federais para uma empresa suspeita de irregularidade. O ministro Alexandre Padilha afirma que a assinatura é uma fraude.

Segundo o jornal ‘Estado de São Paulo’, o Instituto Brasil de Arte, Esporte, Cultura e Lazer, Inbrasil, é uma entidade de fachada. Recebe dinheiro de convênios com o Governo Federal e contrata outras empresas para fazer o serviço.

A empresa Vibe Marketing Promocional, de André Fratti Silva, filho de um dos diretores do instituto, recebeu R$ 1,1 milhão para realizar o Festival de Inverno de Brasília. Outros R$ 2 milhões foram liberados para um projeto de divulgação dos 50 anos da cidade.

Segundo o jornal ‘Estado de São Paulo’, o Inbrasil usou um documento que leva a assinatura do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para atestar o funcionamento regular do instituto e assim permitir a aprovação os convênios que somam R$ 3,1 milhões.

O ministro disse que a declaração é uma montagem e que a assinatura dele foi tirada de documentos públicos na internet. Segundo Padilha, o CNPJ do Inbrasil está errado, assim como o endereço, o e-mail e o telefone da Secretaria de Relações Institucionais.

O ministro pediu que a Polícia Federal investigue o caso: “Quero afirmar a todos que eu não assinei essa declaração. Ela destoa de todos os documentos do nosso Ministério de Relações Institucionais”, disse.

Padilha disse que o Ministério do Turismo, que liberou os recursos, é que deve dar satisfações sobre o documento. Em nota, o Ministério do Turismo disse que suspendeu os pagamentos e que vai apurar a responsabilidade pela aceitação de documento supostamente assinado pelo ministro.

André Fratti, responsável pela Vibe, que funciona em um prédio da capital, disse que recebeu a declaração via fax de uma ex-assessora de Padilha.

O Ministério do Turismo já encontrou desvios de R$ 115 milhões na realização de eventos. Dinheiro liberado entre 2003 e 2009 a partir de emendas parlamentares. O ministério proibiu o repasse de dinheiro para entidades privadas

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