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"Nunca diga á Deus que você tem Um grande Probloma, mas sim ,diga ao Problema que você tem um Grande Deus".

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

GREVE DOS MÉDICOS

GREVE DOS MÉDICOS


Eu já sabia que cegonha, coelhinho da Páscoa e Papai Noel não existiam. Mesmo assim acreditei neles e acreditei também na palavra dos nossos políticos. Meus colegas médicos deram um “stop” na greve de maio de 2009 porque a Secretaria pediu 3 meses de prazo para se organizar financeiramente e elaborar o Plano de Cargos e Carreiras, a segurança e a flexibilidade de horários. Temos um documento assinado por 3 vereadores, 5 secretários, 1 advogado, uma comissão médica de 6 médicos, e o presidente do Sindicato dos Médicos e do Sindicato dos Funcionários Públicos confirmando isso. E agora? Será que papel não vale mais nada no Governo? Onde foi parar a palavra dada do ser humano? Pediram para os médicos colaborarem no combate à gripe suína, e estamos nós na linha de frente (pela profissão), mesmo correndo o risco de nos contaminar e também levar vírus para nossos familiares. Esperamos pacientemente os 90 dias tentando sobreviver com um salário indigno de R$ 2.000,00, enquanto o Prefeito estava apenas preocupado em trocar 4 secretários, ciclovias etc... O prazo de 90 dias encerra-se em 14/8/2009. Será que o prefeito, mesmo afastado por sua cirurgia, lembra-se disso? E os vereadores e secretários? Queremos dizer à população que os médicos também são vítimas dessa nossa classe governante. Isso porque os governantes também dependem de médicos (Dilma, vice-presidente, prefeito, etc.). Imagine se não necessitassem... O médico e prefeito de Santo André, Aidan Ravin, comprometeu a pagar salário mínimo médico de R$ 6.000,00 junto à APM e CRM (Boletim do Cremesp de 10/7/2009). Srs. políticos, vão continuar nos ignorando totalmente e em silêncio como fizeram até agora? Vão honrar suas palavras e assinaturas? Terá que ter nova greve? Haverá um dia em que o homem vai rir da honra e ter vergonha de ser honesto (Ruy Barbosa). O dia já chegou... ANA MARIA DE C. VAZ


RESPOSTA


A Prefeitura de Sorocaba lida com interesses de vários setores e tem que tratar de todos os assuntos com respeito e responsabilidade. Qualquer reivindicação deve ser estudada para que o impacto financeiro não comprometa outras áreas da sociedade. A redução na arrecadação gerada pela crise financeira mundial também exigiu que qualquer atitude do Poder Público Municipal, que gerasse aumento das despesas, fosse muito bem estudada. O movimento dos médicos se pautou em quatro reivindicações: (1) Flexibilização da jornada do médico I situação que mereceu um estudo cuidadoso para que não houvesse sub aproveitamento dos consultórios dos serviços de saúde e desassistência da população. No jornal oficial do município do dia 19/6/2009 foi publicada a resolução conjunta permitindo e orientando sobre a flexibilização - sempre com responsabilidade e respeito ao interesse público. (2) Aumento na segurança das unidades de saúde já foi contratada uma empresa que, a partir do dia 10/8/2009, vai começar suas atividades nas unidades de urgência e emergência. (3) Aumento salarial foram realizados vários estudos e simulações para avaliar as possibilidades. A proposta da Prefeitura é que, se houver aumento salarial, este tem que vir agregado a um ganho para toda a sociedade com proporcional aumento na produtividade. No dia 3/8/2009 foi apresentado aos representantes do Simesul e do SSPM uma proposta, cujo objetivo era valorizar o atendimento das pessoas no local mais próximo da casa delas, por meio do fortalecimento dos Centros de Saúde e da Policlínica, inclusive, com horários cirúrgicos de seus pacientes, humanizando cada vez mais, os nossos serviços. Nesta proposta foi oferecida uma gratificação de R$ 1.500,00 por cada 25 horas mensais trabalhadas aos médicos que aumentassem a sua jornada de trabalho, com proporcional aumento nos atendimentos. (4) Unificação das carreiras de médico I com médico plantonista proposta aceita pela administração. Hoje, dos quatro itens solicitados, apenas na questão salarial ainda não se chegou a um consenso. Em momento algum houve falta de empenho do Poder Público Municipal para o enfrentamento da questão e sempre se buscou uma solução com responsabilidade para garantir a valorização dos profissionais e o atendimento das necessidades da população. DR. MILTON PALMA - SECRETÁRIO DA SAÚDE

Fonte: Cruzeiro Do Sul

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